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segunda-feira, 15 de março de 2021

 "para as andorinhas, o desvão do telhado é o mundo" 

Machado de Assis 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Sobre a contradição


"Sofia dobrou o papel, não já com tédio, senão com despeito, e por dois motivos que não se contradizem; mas a contradição é deste mundo."

Quincas Borba - Machado de Assis, 1891

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Dos desafios de ser doutor(a) no século XIX

"Estevão era mais ou menos o mesmo homem de dois anos antes. Vinha cheirando ainda aos cueiros da academia, meio estudante e meio doutor, aliando em si, como em idade de transição, o estouvamento de um com a dignidade do outro." (p. 16).

"Guiomar não tinha dificuldade nenhuma em reter o que a mãe lhe ensinava, e com tal afinco lidava por aprender, que a viúva - ao menos nessa parte -, sentia-se venturosa. Hás de ser a minha doutora, dizia-lhe muita vez; e esta simples expressão de ternura alegrava a menina e lhe servia de incentivo à aplicação" (p. 32).



A mão e a luva [1874] - Machado de Assis

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O enfermeiro - Machado de Assis

Adeus, meu caro senhor. Se achara que esses apontamentos valem alguma coisa, pague-me também  com um túmulo de mármore, ao qual dará por epitáfio esta emenda que faço aqui ao divino sermão da montanha: "Bem aventurados os que possuem, porque eles serão consolados".


In: Mário de Andrade: seus contos preferidos, Luiz Rufatto (org), Ed. Tinta Negra.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Projeto Minha Literatura Brasileira


1852 – Memórias de um Sargento de Milícias – Manuel Antonio de Almeida
1859 - Úrsula - Maria Firmina dos Reis
1874 – A mão e a Luva – Machado de Assis
1875 – Senhora – José de Alencar
1881 – Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
[1888 – Abolição / 1889 – Proclamação da República]
1888 – O Ateneu – Raul Pompeia
1890 – O Cortiço – Aluísio Azevedo
1891 - Quincas Borba - Machado de Assis
1899 – Dom Casmurro – Machado de Assis

1901- A Falência - Júlia Lopes de Almeida
1909 – Recordações do Escrivão Isaias Caminha – Lima Barreto

1911 – Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto

1924 – Memórias Sentimentais de João Miramar – Oswald de Andrade
1928 – Macunaíma – Mario de Andrade

1930 – Libertinagem – Manuel Bandeira
1930 – O quinze – Rachel de Queiroz
1934 – São Bernardo – Graciliano Ramos
1937 – Capitães de Areia – Jorge Amado
1938 – Vidas Secas – Graciliano Ramos
1939 – Viagem – Cecília Meireles
1939 – As Três Marias – Rachel de Queiroz

1943 – Perto do Coração Selvagem – Clarice Lispector
1943 – Fogo Morto - José Lins do Rego
1943 – Vestido de noiva – Nelson Rodrigues
1945 – A Rosa do Povo – Carlos Drummond de Andrade
1947 – Contos Novos – Mario de Andrade

1951- Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
1956 – Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa
1958 – Gabriela, Cravo e Canela – Jorge Amado
1959 – Crônica da Casa Assassinada – Lucio Cardoso

1960 – Laços de Família – Clarice Lispector
1962 – Primeiras Estórias – Guimarães Rosa
1964 – A Paixão Segundo GH – Clarice Lispector

1969 – Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres – Clarice Lispector

1973 – As Meninas – Ligia Fagundes Telles
1975 – Lavoura Arcaica – Raduan Nassar
1977 – A Hora da Estrela – Clarice Lispector
1977 – Tieta do Agreste – Jorge Amado
1979 – O cobrador – Rubem Fonseca
1979-  Anarquistas Graças a Deus – Zélia Gattai

1982 – A Obscena Senhora D - Hilda Hilst
1984 – Senhora Dona do Baile – Zélia Gattai
1989 - Boca do Inferno  - Ana Miranda

1992 – Memorial de Maria Moura –Rachel de Queiroz

2001 – Eles eram muito cavalos – Luiz Rufatto

2005 – Cinzas do Norte – Milton Hatoum 

2014 - Quarenta Dias - Maria Valéria Rezende

domingo, 27 de dezembro de 2015

Aula de literatura brasileira - século XIX (em construção)




1890 - O cortiço - Aluísio Azevedo

1889 - Proclamação da República

1888 - Abolição

1881 - Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

1852 - Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antonio de Almeida

Realismo e naturalismo



Rio de Janeiro em 1889

"Em outro estudo sugeri que a Dinâmica das Memórias de um Sargento de Milícias dependia de uma dialética da ordem e da desordem, definindo um mundo algo desligado do mundo, apesar de nutrido da sua realidade. Daí o movimento do bailado e o ar de fábula, num universo onde quase não aparece o trabalho e as obrigações de todo o dia, e onde em consequência o dinheiro brota meio milagrosamente de heranças e subterfúgios, ficando aliás em franco segundo plano.
N'O Cortiço está presente o mundo do trabalho, do lucro, da competição, da exploração econômica visível, que dissolvem a fábula e sua intemporalidade. [...]
Mas então entra em cena um jogo de mediações, que modificam a relação entre ficção e realidade, porque como ficou dito, os fatos narrados tendem a ganhar um segundo sentido, de cunho alegórico. Visto deste ângulo, o cortiço passa a representar também o Brasil [...]"

Antonio Candido, "De cortiço a cortiço"