Quando nascer, o bebê será da família. Depois criança, jovem, adulto, será dono de si mesmo, será de suas paixões, será dos seus amigos, será da vida e será da morte.
Por enquanto, ele é meu.
[Janeiro de 2011]
Total de visualizações de página
Mostrando postagens com marcador gravidez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gravidez. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Vida do bebê
Um bebê dentro da barriga não tem sexo, não tem religião, não tem preferência política, não tem culpa nem mágoas. Não tem vaidade.
O bebê tem vida.
E tem o apoio incondicional da mãe que o cria.
Dentro da barriga, o bebê não tem medo, nem tempo.
Tem é muita vida. A vida verdadeira, a vida pura. É forte, é corajoso, é decidido. Mas isso não são qualidades, nem virtudes, nem valores. São a sua condição de se manter vivo. Para além dele próprio, para além de mim, que o fabrico e o hospedo.
Se eu ficar deitada, sem fazer nada por agora, com preguiça, ele vive do mesmo jeito. O mérito da vida não é nem dele, nem meu. É a vida mesmo que é assim, independente.
O bebê está para mim como estou para ele. Merecemos o mesmo. E nos amamos sem sentimentalismos.
Que lindo que deve ser, ter vida e não ter personalidade. Aproveite bem bebê, porque depois nos tornamos chatos.
Janeiro de 2011
O bebê tem vida.
E tem o apoio incondicional da mãe que o cria.
Dentro da barriga, o bebê não tem medo, nem tempo.
Tem é muita vida. A vida verdadeira, a vida pura. É forte, é corajoso, é decidido. Mas isso não são qualidades, nem virtudes, nem valores. São a sua condição de se manter vivo. Para além dele próprio, para além de mim, que o fabrico e o hospedo.
Se eu ficar deitada, sem fazer nada por agora, com preguiça, ele vive do mesmo jeito. O mérito da vida não é nem dele, nem meu. É a vida mesmo que é assim, independente.
O bebê está para mim como estou para ele. Merecemos o mesmo. E nos amamos sem sentimentalismos.
Que lindo que deve ser, ter vida e não ter personalidade. Aproveite bem bebê, porque depois nos tornamos chatos.
Janeiro de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Mexendo
O bebê mexe dentro da minha barriga.
Onde vamos, vamos juntos, e eu o amo também por causa disso.
O bebê mexe comigo.
Onde vamos, vamos juntos, e eu o amo também por causa disso.
O bebê mexe comigo.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Enjôo(s)
As unhas vermelhas da réporter na televisão, o cheiro acre de madeira e sei lá mais do que que exala do escritório, a consistência do creme de espinafre, o bafo da cachorra, meus seios inchados, as páginas tantas vezes acessadas na internet, a solidão diante do computador, as vitaminas grandes e rosadas, presunto amanhecido, o saco de lixo antes de ser amarrado, uma ligação inesperada, restos de comidas no ralinho da pia, roupa usada mais de uma vez, bifes grandes... ... ...
Tudo isso, e muito mais, nesse momento, me dá enjôos. Os chamo de enjôos ocasionados pela gestação. Poderiam ter outro nome, não?
Tudo isso, e muito mais, nesse momento, me dá enjôos. Os chamo de enjôos ocasionados pela gestação. Poderiam ter outro nome, não?
domingo, 2 de janeiro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)