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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Histérica é a mãe, é a filha, sou eu, sua filha, se é assim que você quer me chamar, histérica.
Somos muitas, histéricas, loucas, neuróticas, cansadas de tantos desafios cotidianos para garantir um mínimo de respeito.
Não te chamo de filho da puta porque minha vó não é puta, bem que poderia sê-lo, somos todas putas, não? Somos todas putas.
Vadias, mal-amadas, mal-comidas, vai tomar remédio! Vai se tratar! Vai se foder!

Quanta delicadeza.
tudo isso dói
mas não choca
Só fortalece.
E dá mais certezas do porquê estamos todas aí, histéricas e unidas.



terça-feira, 27 de outubro de 2015

Caxambu

Dez anos se passaram
O cigarro voltou
O humor solitário
um andar esperançoso e soturno
Passo em frente ao calçadão
Dezenas de amigos conversam
Dez anos se passaram
Eu novamente não paro
Sigo para o quarto
Gosto da minha companhia
Não preciso tanto de gente, talvez, como os outros, talvez.
Dez anos se passaram e ainda não sei de quase nada.
Aquela menina ainda mora aqui, morará sempre, sinto orgulho dela, firme.
Mas existe agora uma mulher, a mesma, eu mesma, prazer.

sábado, 21 de março de 2015

Uma feminista em Ribeirão Preto

Queria beber
Cerveja e fumar um cigarro.
Fui no bar Pinguim e, como diria um amigo meu, parecia encontro de casais com cristo. Caretice.
Sentei no bar ao lado, qualquer coisa da Linguiça.
Escrevo um pouco bêbada neste momento, bêbada de chopps e cigarros e lasanha congelada bolonhesa que já pedi no hotel e chegou em cinco minutos no quarto, assinei a nota, inclusive já comi.
Mesmo assim resisto e escrevo.
Na garoa, na mesa externa do bar, no meio do chopp. o cara pediu conversa. Era isso que eu contava. Ele pediu conversa e eu dei. Logo chegaram seus amigos. Fui simpática e afirmei que jamais fui petista.
Chegou Julyana, prazer, puta da vida diante do descaso de seu ficante que vive em São Paulo e só quer saber de trabalhar e ganhar dinheiro. Ela da Paraíba, vive no Rio de Janeiro. Disse ela então: nunca havia entendido porque no Sudeste existem tantas feministas; no Nordeste somos bravas e fortes e isso está resolvido; aqui não, nos tratam constantemente como filhas da puta. Gostei. Disse a ela que gostei e que também era feminista. Os homens riram desconcertados.
Convidaram-me para um churrasco. Agradeci e não fui. Tinha um encontro com a lasanha bolonhesa congelada.
No hall do hotel, um pouco sem graça, eles já atrasados, nos reencontramos inesperadamente.
O amigo do Linguiça afirmou convicto: ela não vai ao churrasco porque é vegetariana.
- Eu não sou vegetariana, nunca falei isso.
Ele se constrangeu: eu confundi feminista com vegetariana, desculpa.
-ok, te desculpo.
Peguei o elevador e subi satisfeita, apesar.