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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Literatura portuguesa

Gil Vicente (1465-1536)
- Auto da Barca do Inferno -1517

Luiz Vaz de Camões (-1580)
- Os Lusíadas -1572

Padre Antonio Vieira (1608-1697)
- Sermões - 1679

Eça de Queiroz (1845-1900)
- Os Maias -1888

Fernando Pessoa (1888-1935)
- Mensagem -1934

Mario de Sá-Carneiro (1890-1916)

Almada Negreiros (1893-1970)

Florbela Espanca (1894-1930)
- Livro de Mágoas -1919

Miguel Torga (1907-1995)
- A Criação do Mundo - 1937
- Prêmio Camões em 1989

Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)
- Prêmio Camões em 1999

José Saramago (1922-2010)
- O ano da morte de Ricardo Reis -1984
- A Jangada de Pedra -1986
- O evangelho segundo Jesus Cristo -1991
- Ensaio sobre a cegueira -1995
- Prêmio Nobel em 1998

Agustina Bessa-Luís (1922-2019)
- A Sibila, 1954

Antonio Lobo Antunes (1942-)
- Os cus de Judas - 1979

Valter Hugo Mãe (1971)
- A máquina de fazer espanhóis




segunda-feira, 29 de abril de 2019

A gazela e o leão

Todas as manhãs a gazela acorda sabendo que tem que correr mais veloz que o leão ou será morta. Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deve correr mais rápido que a gazela ou morrerá de fome. Não importa se és um leão ou uma gazela: quando o Sol desponta o melhor é começares a correr.

Provérbio Africano
In: A confissão da Leoa
Mia Couto, 2012

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Romances de Formação - Bildungsroman

1796, Alemanha - Goethe - Os anos de aprendizagem de Wilhelm Meister

1884, EUA, Mark Twain - As aventuras de HuckleBerry Finn 

1888, Brasil - Raul Pompeia - O Ateneu
Protagonista: Sergio, no Colégio Interno Ateneu

1916, Irlanda - James Joyce, Retrato do Artista Quando Jovem 

1919, Alemanha, Herman Hesse - Demian

1924, Alemanha, Thomas Mann, A Montanha Mágica 

1926, Argentina, Roberto Arlt - O brinquedo raivoso

1943, Brasil - Clarice Lispector - Perto do Coração Selvagem
Protagonista: Joana 

1951, EUA - J. D. Salinger - Apanhador no campo de centeio / The Catcher in the Rye
Protagonista: Holden Caulfield / Colégio Pencey, NY

1963, EUA, Sylvia Plath, A redoma de vidro / The bell jar 

1986, Japão - Haruki Murakami - Norwegian Wood


Romances de Formação - Bildungsroman - Coming of age story

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

The Great Gatsby

Gatsby believed in the green light, the orgastic future that year by year recedes before us. It eluded us then, but that's no matter - tomorrow we will run faster, strech out our arms farther... And one fine morning -

So we beat on, boats against the current, borne back ceaselessly into the past.

The Great Gatsby, 1925 - Scott Fitzgerald 



Gatsby acreditava na luz verde, no futuro orgástico que ano a no recua à nossa frente. Ele nos escapara então, mas isto não importava - amanhã corremos mais rápido, estenderemos mais adiante nossos braços... E numa bela manhã -

E assim prosseguimos, barcos contra a corrente, arrastados incessantemente para o passado.

O Grande Gatsby, tradução de Roberto Muggiati (ed. Record, 2013)

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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

"Life's but a walking shadow, a poor player that struts and frets his hour upon the stage and then is heard no more. It is a tale told by an idiot, full of sound and fury, signifying nothing."

Shakespeare, Macbeth / Inspiração para Faulkner - The Sound and the Fury, 1929

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Literatura Britânica - British Literature

William Shakespeare (1564-1616)

Jane Austen (1775-1817)
- 1813 - Pride and Prejudice / Orgulho e Preconceito

Willian Blake (1757-1827)

Mary Shelley (1797-1851)
- 1818 - Frankstein

Charles Dickens (1812-1870)
- 1838 - Oliver Twist
- 1860 - Grandes Esperanças

Charlotte Brontë (1816-1855)

Oscar Wilde (1854-1900)
- 1890 - O retrato de Dorian Gray

Arthur Conan Doyle (1859-1930)
- 1891 - As Aventuras de Sherlock Holmes

Virginia Woolf (1882-1941)
- 1925 - Mrs Dalloway
- 1928 - Rumo ao Farol

Aldous Huxley (1894-1963)

George Orwell (1903-1950)

Doris Lessing (1919-2013)




segunda-feira, 27 de novembro de 2017

American Literature - Literatura dos Estados Unidos (em desenvolvimento)

Herman Melville (1819-1891)
-1851 - Moby Dick

Walt Withman (1819-1892)

Emily Dickson (1830-1886)

Mark Twain (1835-1910)
- 1876 - The Adventures of Tom Swyer
- 1885 - The Adventures of Huckleberry Finn / As aventuras de Huck Finn

F. Scott Fitzgerald (1896-1940)
- 1925 - O Grande Gatsby / The Great Gatsby

Willian Faulkner (1897-1962)
- 1929 - O som e a fúria / The Sound and the Fury

Ernest Hemingway (1899-1961)
- 1940 - Por quem os sinos dobram / For Whom the Bell Tolls
- 1952 - O Velho e o mar / The Old Man and the Sea

Elisabeth Bishop (1911-1979)

John Cheever (1912-1982)

J.D. Salinger (1919-2010)
- 1951 - O apanhador no campo de centeio / The Catcher in the rye

Charles Bukowski (1920, Alemanha -1994)
- 1982 - Misto Quente - Ham on Rye

Jack Kerouac (1922-1969)
- 1957 - On the road / Pé na estrada

Truman Capote (1924-1984)
- 1958 - Breakfast at Tiffany's

Harper Lee (1926-2016)
1960 - To Kill a Mockingbird / O sol é para todos

Sylvia Plath (1932-UK, 1963)
- 1963 - The Bell Jar

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Acariciando cismas

"Vinha a noite aos poucos e eu continuava a pensar, acariciando cismas, excitando recordações, rememorando minha infância, as fisionomias que ela viu e os fatos que presenciou."


Recordações do escrivão Isaías Caminha, 1917
Lima Barreto

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Vida social das coisas

"As botinas, os chapéus petulantes, o linho das roupas brancas, as gravatas ligeiras, pareciam dizer-me: "Veste-me, ó idiota! nós somos a civilização, a honestidade, a consideração, a beleza e o saber. Sem nós não há nada disso; nós somos, além de tudo, a majestade e o domínio!"

Recordações do escrivão Isaías Caminha - 1917


Dos desafios de ser doutor no início do século XX

"Ah! Seria doutor! Resgataria o pecado original do meu nascimento humilde, amaciaria o suplício premente, cruciante e onímodo de minha cor..."

"Ah! Doutor! Doutor!... Era mágico o título, tinha poderes e alcances múltiplos, vários, polimórficos... Era um pallium [manto que cobre os ombros], era alguma coisa como clâmide sagrada, tecida com um fio tênue e quase imponderável, mas a cujo encontro os elementos, os maus olhares, os exorcismos se quebravam. De posse dela, as gotas da chuva afastar-se-iam transidas do meu corpo, não se animariam a tocar-me nas roupas, no calçado sequer. O invisível distribuidor dos raios solares escolheria  os mais meigos para me aquecer, e gastaria os fortes, os inexoráveis, com o comum dos homens que não é doutor. Oh! Ser formado, de anel no dedo, sobrecasaca e cartola, inflado e grosso, como um sapo-entanha antes de ferir a martelada à beira do brejo; andar assim pelas ruas, pelas praças, pelas estradas, pelas salas, recebendo cumprimentos: Doutor, como passou? Como está, doutor? Era sobre-humano!..." (p.75)

"Houve ocasião em que ele exprobrou essa nossa mania de empregos e doutorado, citando os ingleses e os americanos. "Todo mundo quer ser doutor..." Corei indignado e respondi com alguma lógica, que me era impossível romper com ela; se os fortes e aparentados, os relacionados para a formatura apelavam, como havia eu, mesquinho, semiaceito, de fazer exceção?" (p. 120)

Recordações do escrivão Isaías Caminha - 1917

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Sobre a contradição


"Sofia dobrou o papel, não já com tédio, senão com despeito, e por dois motivos que não se contradizem; mas a contradição é deste mundo."

Quincas Borba - Machado de Assis, 1891

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Sobre a distinção e o orgulho (repassado de susto)

"Na primeira noite de representação lírica, Fernando levou ao teatro a família. Foi uma festa para as três senhoras; D. Camila, apesar de sua lhaneza e modéstia, sentiu ao atravessar a multidão pelo braço do filho um aroma de orgulho, mas desse orgulho repassado de susto, que é antes a consciência da própria humildade, do que desvanecimento de egoísmo. As filhas partilhavam este sentimento; e acreditavam que todas as outras moças lhe invejavam aquele irmão." (Narrador, p.47)

"O ouro desprende de si não sei que miasmas que produzem febre, e causam vertigens e delírios. É necessário ter um espírito muito forte para resistir a essa infecção" (Aurélia, p. 170)

"Aqueles que se exercitam em jogar as armas, pensam que tudo se decide pela força. O mesmo acontece com o dinheiro. Quem o possui em abundância persuade-se que tudo se compra" (Aurélia, p. 170).

Senhora (1875), José de Alencar (1829-1977)

"[Em Senhora] Trata-se da compra de um marido; e teremos dado um passo adiante se refletirmos que essa compra tem um sentido social simbólico, pois é ao mesmo tempo representação e desmascaramento de costumes vigentes da época, como o casamento por dinheiro. Ao inventar uma situação crua do esposo que se vende em contrato, mediante pagamento estipulado, o romancista desnuda as raízes da relação, isto é, faz uma análise socialmente radical, reduzindo o ato ao seu aspecto essencial de compra e venda." (Antonio Candido in Literatura e Sociedade, Capítulo 1, Crítica e Sociologia).

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Sobre o não casamento de Conceição

"Num relevo mais forte, tão forte quanto nunca o sentira, foi-lhe aparecendo a diferença que havia entre ambos, de gosto, de tendências, de vida. [...] Ele lhe parecia agora como um desses recantos da mata, próximo ao riacho, num sombrio misterioso e confortante. Passando num meio-dia quente, ao trote penoso do cavalo, a gente para ali, olha a sombra e o verde como se fosse para um cantinho de céu...
Mas volvendo depois, numa manhã chuvosa, encontra-se o doce recanto enlameado, escavacado de minhocas, os lindos troncos escorregadios e lodosos, os galhos de redor pingando tristemente.
Da primeira vez, pensa-se em passar a vida inteira naquela frescura e naquela paz; mas à última, sai-se com o coração pesado, curado de bucolismo por muito tempo, vendo-se na realidade como é agressiva e inconstante a natureza..."

O Quinze, Rachel de Queiroz, 1930


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Projeto Minha Literatura Brasileira


1852 – Memórias de um Sargento de Milícias – Manuel Antonio de Almeida
1859 - Úrsula - Maria Firmina dos Reis
1874 – A mão e a Luva – Machado de Assis
1875 – Senhora – José de Alencar
1881 – Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
[1888 – Abolição / 1889 – Proclamação da República]
1888 – O Ateneu – Raul Pompeia
1890 – O Cortiço – Aluísio Azevedo
1891 - Quincas Borba - Machado de Assis
1899 – Dom Casmurro – Machado de Assis

1901- A Falência - Júlia Lopes de Almeida
1909 – Recordações do Escrivão Isaias Caminha – Lima Barreto

1911 – Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto

1924 – Memórias Sentimentais de João Miramar – Oswald de Andrade
1928 – Macunaíma – Mario de Andrade

1930 – Libertinagem – Manuel Bandeira
1930 – O quinze – Rachel de Queiroz
1934 – São Bernardo – Graciliano Ramos
1937 – Capitães de Areia – Jorge Amado
1938 – Vidas Secas – Graciliano Ramos
1939 – Viagem – Cecília Meireles
1939 – As Três Marias – Rachel de Queiroz

1943 – Perto do Coração Selvagem – Clarice Lispector
1943 – Fogo Morto - José Lins do Rego
1943 – Vestido de noiva – Nelson Rodrigues
1945 – A Rosa do Povo – Carlos Drummond de Andrade
1947 – Contos Novos – Mario de Andrade

1951- Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
1956 – Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa
1958 – Gabriela, Cravo e Canela – Jorge Amado
1959 – Crônica da Casa Assassinada – Lucio Cardoso

1960 – Laços de Família – Clarice Lispector
1962 – Primeiras Estórias – Guimarães Rosa
1964 – A Paixão Segundo GH – Clarice Lispector

1969 – Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres – Clarice Lispector

1973 – As Meninas – Ligia Fagundes Telles
1975 – Lavoura Arcaica – Raduan Nassar
1977 – A Hora da Estrela – Clarice Lispector
1977 – Tieta do Agreste – Jorge Amado
1979 – O cobrador – Rubem Fonseca
1979-  Anarquistas Graças a Deus – Zélia Gattai

1982 – A Obscena Senhora D - Hilda Hilst
1984 – Senhora Dona do Baile – Zélia Gattai
1989 - Boca do Inferno  - Ana Miranda

1992 – Memorial de Maria Moura –Rachel de Queiroz

2001 – Eles eram muito cavalos – Luiz Rufatto

2005 – Cinzas do Norte – Milton Hatoum 

2014 - Quarenta Dias - Maria Valéria Rezende

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Punição

"E eu vou ficar aqui, às escuras, até não sei que hora, até que, morto de fadiga, encoste a cabeça e descanse uns minutos."

Paulo Honório
São Bernardo - Graciliano Ramos, 1934

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Virginia Woolf

25/01/1882 - Inglaterra - 28/03/1941

Mrs Dalloway - 1925




Ao Farol/ Rumo ao Farol [To the lighthouse] - 1927





sábado, 5 de março de 2016

"Às noites, tornava a sentir a velha vontade de me matar. Uma vontade quase lírica, sem possibilidades de realização, decerto, mas que voltava a me tomar longas horas nas insônias; via o veneno no frasco, imaginava o golpe seco do punhal, depois a felicidade de ir me extinguindo, de sentir a vida fugindo devagarinho, como o sangue a pingar do pulso navalhado.
Para mim, pobre pequena, que na idade dos sonhos e das esperanças não sentia mais esperanças nem sonhos e me via num desespero gratuito, inteiramente só no mundo imenso, sem solução e sem destino, a morte parecia o porto, a tranquilidade, o limite. O que é difícil, entretanto, é me explicar direito, porque o tema já traz em si uma carga centenária de banalidade, é uma espécie de lugar-comum da tristeza humana, literária ou vivida.
Na morte voluntária, o que sempre me apavorou, naquele tempo como hoje, é essa tragicômica publicidade que a reveste. E a mim que sempre tive tão profunda aquela necessidade da morte, sempre me inspirou horror a ideia de dar também espetáculo para a plateia que fica, do odioso sensacionalismo do gesto, que é como um impudor póstumo.
E porque não me esquecia disso, cuidava então nas mortes discretas [...]

Rachel de Queiroz - As Três Marias [1939]


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

"Vou até a janela e olho a noite brilhando de chuva. Vontade de recomeçar a escrever, mas quem decide? Se tenho ou não vocação. Lorena e Miguel não se entusiasmaram muito. Não se entusiasmaram nada. Mas não podem se enganar? Não devia ter rasgado, precipitação, histeria. Mas isso não tem problema, reescrevo se quiser."

Lia de Melo Schultz
As Meninas
Lygia Fagundes Telles, 1973


domingo, 27 de dezembro de 2015

Aula - mulheres na literatura brasileira

Maria Firmina dos Reis (MA, 1822-1917)
- Úrsula (1859)

Júlia Lopes de Almeida (RJ, 1862-1934)
- A Falência (1901)


Cora Coralina (GO, 1889-1985)

Cecília Meireles (RJ, 1901-1964)
- Viagem (1939)

Rachel de Queiroz (CE, 1910-2003)
- O quinze (1930)
- As três marias (1939)
- Primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras em 1977
- Memorial de Maria Moura (1992)

Zélia Gattai (SP, 1916-2008)

Clarice Lispector (Ucrânia, 1920-1977)
- Perto do coração selvagem (1943)
- A Hora da Estrela (1977)

Lygia Fagundes Telles (SP, 1923)
- As Meninas (1973, Jabuti em 1974)

Hilda Hist (SP, 1930-2004)
- A obscena senhora D (1986)

Adélia Prado (MG, 1935-)
- Bagagem (1976)
- O coração disparado (1978) - vencedor do Jabuti

Ana Miranda (CE, 1951)
- Boca do Inferno (1989)

Conceição Evaristo (MG, 1946)

Ana Cristina César (RJ, 1952-1983)

Maria Valéria Rezende (SP, 1942)
- Quarenta Dias (2014)