Gil Vicente (1465-1536)
- Auto da Barca do Inferno -1517
Luiz Vaz de Camões (-1580)
- Os Lusíadas -1572
Padre Antonio Vieira (1608-1697)
- Sermões - 1679
Eça de Queiroz (1845-1900)
- Os Maias -1888
Fernando Pessoa (1888-1935)
- Mensagem -1934
Mario de Sá-Carneiro (1890-1916)
Almada Negreiros (1893-1970)
Florbela Espanca (1894-1930)
- Livro de Mágoas -1919
Miguel Torga (1907-1995)
- A Criação do Mundo - 1937
- Prêmio Camões em 1989
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)
- Prêmio Camões em 1999
José Saramago (1922-2010)
- O ano da morte de Ricardo Reis -1984
- A Jangada de Pedra -1986
- O evangelho segundo Jesus Cristo -1991
- Ensaio sobre a cegueira -1995
- Prêmio Nobel em 1998
Agustina Bessa-Luís (1922-2019)
- A Sibila, 1954
Antonio Lobo Antunes (1942-)
- Os cus de Judas - 1979
Valter Hugo Mãe (1971)
- A máquina de fazer espanhóis
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sexta-feira, 12 de julho de 2019
quarta-feira, 7 de março de 2018
Livro do Desassossego
"O romancista é todos nós, e narramos quando vemos, porque ver é complexo como tudo" (p. 66).
"Desde que vivo, narro-me" (p. 145).
"Nunca desembarcamos de nós". [...]. "Quem cruzou todos os mares cruzou somente a monotonia de si mesmo". (p.157).
Bernardo Soares/ Fernando Pessoa (entre 1914 e 1935)
"Desde que vivo, narro-me" (p. 145).
"Nunca desembarcamos de nós". [...]. "Quem cruzou todos os mares cruzou somente a monotonia de si mesmo". (p.157).
Bernardo Soares/ Fernando Pessoa (entre 1914 e 1935)
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
Literatura Britânica - British Literature
William Shakespeare (1564-1616)
Jane Austen (1775-1817)
- 1813 - Pride and Prejudice / Orgulho e Preconceito
Willian Blake (1757-1827)
Mary Shelley (1797-1851)
- 1818 - Frankstein
Charles Dickens (1812-1870)
- 1838 - Oliver Twist
- 1860 - Grandes Esperanças
Charlotte Brontë (1816-1855)
Oscar Wilde (1854-1900)
- 1890 - O retrato de Dorian Gray
Arthur Conan Doyle (1859-1930)
- 1891 - As Aventuras de Sherlock Holmes
Virginia Woolf (1882-1941)
- 1925 - Mrs Dalloway
- 1928 - Rumo ao Farol
Aldous Huxley (1894-1963)
George Orwell (1903-1950)
Doris Lessing (1919-2013)
Jane Austen (1775-1817)
- 1813 - Pride and Prejudice / Orgulho e Preconceito
Willian Blake (1757-1827)
Mary Shelley (1797-1851)
- 1818 - Frankstein
Charles Dickens (1812-1870)
- 1838 - Oliver Twist
- 1860 - Grandes Esperanças
Charlotte Brontë (1816-1855)
Oscar Wilde (1854-1900)
- 1890 - O retrato de Dorian Gray
Arthur Conan Doyle (1859-1930)
- 1891 - As Aventuras de Sherlock Holmes
Virginia Woolf (1882-1941)
- 1925 - Mrs Dalloway
- 1928 - Rumo ao Farol
Aldous Huxley (1894-1963)
George Orwell (1903-1950)
Doris Lessing (1919-2013)
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segunda-feira, 27 de novembro de 2017
American Literature - Literatura dos Estados Unidos (em desenvolvimento)
Herman Melville (1819-1891)
-1851 - Moby Dick
Walt Withman (1819-1892)
Emily Dickson (1830-1886)
Mark Twain (1835-1910)
Willian Faulkner (1897-1962)
- 1929 - O som e a fúria / The Sound and the Fury
Ernest Hemingway (1899-1961)
- 1940 - Por quem os sinos dobram / For Whom the Bell Tolls
- 1952 - O Velho e o mar / The Old Man and the Sea
Elisabeth Bishop (1911-1979)
John Cheever (1912-1982)
J.D. Salinger (1919-2010)
- 1951 - O apanhador no campo de centeio / The Catcher in the rye
Charles Bukowski (1920, Alemanha -1994)
- 1982 - Misto Quente - Ham on Rye
Jack Kerouac (1922-1969)
- 1957 - On the road / Pé na estrada
Truman Capote (1924-1984)
- 1958 - Breakfast at Tiffany's
Harper Lee (1926-2016)
1960 - To Kill a Mockingbird / O sol é para todos
Sylvia Plath (1932-UK, 1963)
- 1963 - The Bell Jar
-1851 - Moby Dick
Walt Withman (1819-1892)
Mark Twain (1835-1910)
- 1876 - The Adventures of Tom Swyer
- 1885 - The Adventures of Huckleberry Finn / As aventuras de Huck Finn
F. Scott Fitzgerald (1896-1940)
- 1925 - O Grande Gatsby / The Great Gatsby- 1885 - The Adventures of Huckleberry Finn / As aventuras de Huck Finn
F. Scott Fitzgerald (1896-1940)
- 1929 - O som e a fúria / The Sound and the Fury
Ernest Hemingway (1899-1961)
- 1940 - Por quem os sinos dobram / For Whom the Bell Tolls
- 1952 - O Velho e o mar / The Old Man and the Sea
Elisabeth Bishop (1911-1979)
John Cheever (1912-1982)
J.D. Salinger (1919-2010)
- 1951 - O apanhador no campo de centeio / The Catcher in the rye
Charles Bukowski (1920, Alemanha -1994)
- 1982 - Misto Quente - Ham on Rye
Jack Kerouac (1922-1969)
- 1957 - On the road / Pé na estrada
Truman Capote (1924-1984)
- 1958 - Breakfast at Tiffany's
Harper Lee (1926-2016)
1960 - To Kill a Mockingbird / O sol é para todos
Sylvia Plath (1932-UK, 1963)
- 1963 - The Bell Jar
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terça-feira, 4 de julho de 2017
Verdades e segredos
potencialidades
dor
coragem
Por exemplo, é descobrir que minha avó foi babá e ninguém me contou.
é descobrir
vergonha
criatividade
Baixada Fluminense
é sentir prazer sozinha de ser quem se é
debaixo do cobertor
muitos pensamentos
muitos corpos
potencialidades enquanto há vida
fotografias
dor
coragem
Por exemplo, é descobrir que minha avó foi babá e ninguém me contou.
é descobrir
vergonha
criatividade
Baixada Fluminense
é sentir prazer sozinha de ser quem se é
debaixo do cobertor
muitos pensamentos
muitos corpos
potencialidades enquanto há vida
fotografias
sábado, 10 de junho de 2017
ODE AO BURGUÊS
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,
O burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! O homem nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
É sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
[...]
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte e infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!
[Paulicéia Desvaira, 1922]
[Mário de Andrade]
O burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! O homem nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
É sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
[...]
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte e infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!
[Paulicéia Desvaira, 1922]
[Mário de Andrade]
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domingo, 28 de fevereiro de 2016
Caminhada
As luzes são as mesmas
a emoção
epifanica
sair por ai
eu, 10 anos se passaram, ou mais, a cidade
Segue, sigo
Um homem boceja
um cachorro abana o rabo
eu sou fiel a mim mesma
obrigada.
Um chocolate na banca,
uma banda,
algumas mulheres ousadas,
o asfalto brilhando pela luz com chuva
Fiz o que devia, dívida, dividida
Cavei e inventei uma pessoa
um pouco cansada, mas com orgulho, quanta dignidade
sento no balcão, está vendo, sou eu,
a pele ao redor dos olhos já parece mais fina
você reparou?
Sou eu não sou?
Encontro.
a emoção
epifanica
sair por ai
eu, 10 anos se passaram, ou mais, a cidade
Segue, sigo
Um homem boceja
um cachorro abana o rabo
eu sou fiel a mim mesma
obrigada.
Um chocolate na banca,
uma banda,
algumas mulheres ousadas,
o asfalto brilhando pela luz com chuva
Fiz o que devia, dívida, dividida
Cavei e inventei uma pessoa
um pouco cansada, mas com orgulho, quanta dignidade
sento no balcão, está vendo, sou eu,
a pele ao redor dos olhos já parece mais fina
você reparou?
Sou eu não sou?
Encontro.
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sábado, 9 de janeiro de 2016
Limiar
No limiar dos trinta
a vida está seca como a soleira
da porta
que se abre entreaberta e se fecha entrefechada
uma vida digna honesta dura séria ereta indo adiante
e eu parada no limiar
da porta
olhando
o que foi o que virá o que
Se assustando com os mesmos sustos: quanta gente no meu bairro cidade país planeta que nunca conhecerei!
Se deleitando com os mesmos segredos: só.
Me perdendo no transbordamento dos sentidos.
Como estarei daqui a dez anos?
Mais seca ou mais úmida?
Em ambos os solos brotam plantas, desde que.
a vida está seca como a soleira
da porta
que se abre entreaberta e se fecha entrefechada
uma vida digna honesta dura séria ereta indo adiante
e eu parada no limiar
da porta
olhando
o que foi o que virá o que
Se assustando com os mesmos sustos: quanta gente no meu bairro cidade país planeta que nunca conhecerei!
Se deleitando com os mesmos segredos: só.
Me perdendo no transbordamento dos sentidos.
Como estarei daqui a dez anos?
Mais seca ou mais úmida?
Em ambos os solos brotam plantas, desde que.
Liquidação
A casa foi vendida com todas as lembranças
todos os móveis todos os pesadelos
todos os pecados cometidos ou em via de cometer
a casa foi vendida com seu bater de portas
com seu vento encanado com sua vista do mundo
seus imponderáveis
por vinte, vinte contos.
Carlos Drummond de Andrade - Boitempo, 1968
todos os móveis todos os pesadelos
todos os pecados cometidos ou em via de cometer
a casa foi vendida com seu bater de portas
com seu vento encanado com sua vista do mundo
seus imponderáveis
por vinte, vinte contos.
Carlos Drummond de Andrade - Boitempo, 1968
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
bluebird
wants to get out
but I’m too tough for him,
I say, stay in there, I’m not going
to let anybody see
you.
[...]
and we sleep together like
that with our
secret pact
and it’s nice enough to make a man weep, but I don’t weep, do you?
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Versos de Natal
Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!
Mas se fosses mágico,
Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
Manuel Bandeira, 1939, Lira dos Cinquent'anos
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!
Mas se fosses mágico,
Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
Manuel Bandeira, 1939, Lira dos Cinquent'anos
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Andorinha
Andorinha lá fora dizendo:
- "Passei o dia à toa, à toa!"
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei à vida à toa, à toa...
Manuel Bandeira - Libertinagem
- "Passei o dia à toa, à toa!"
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei à vida à toa, à toa...
Manuel Bandeira - Libertinagem
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Caxambu
Dez anos se passaram
O cigarro voltou
O humor solitário
um andar esperançoso e soturno
Passo em frente ao calçadão
Dezenas de amigos conversam
Dez anos se passaram
Eu novamente não paro
Sigo para o quarto
Gosto da minha companhia
Não preciso tanto de gente, talvez, como os outros, talvez.
Dez anos se passaram e ainda não sei de quase nada.
Aquela menina ainda mora aqui, morará sempre, sinto orgulho dela, firme.
Mas existe agora uma mulher, a mesma, eu mesma, prazer.
O cigarro voltou
O humor solitário
um andar esperançoso e soturno
Passo em frente ao calçadão
Dezenas de amigos conversam
Dez anos se passaram
Eu novamente não paro
Sigo para o quarto
Gosto da minha companhia
Não preciso tanto de gente, talvez, como os outros, talvez.
Dez anos se passaram e ainda não sei de quase nada.
Aquela menina ainda mora aqui, morará sempre, sinto orgulho dela, firme.
Mas existe agora uma mulher, a mesma, eu mesma, prazer.
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domingo, 11 de outubro de 2015
Viagens
Eles me deixaram uns
dias
só
meu desejo
viajo comigo
durmo comigo
como comigo
fumo comigo
estudo sexualidade
comigo
só
sem eles
sem tanto
fantasio comigo
leio comigo
escrevo comigo
cago comigo
passeio comigo
eu posso
só.
dias
só
meu desejo
viajo comigo
durmo comigo
como comigo
fumo comigo
estudo sexualidade
comigo
só
sem eles
sem tanto
fantasio comigo
leio comigo
escrevo comigo
cago comigo
passeio comigo
eu posso
só.
sábado, 10 de outubro de 2015
Encuentro (Alfonsina Storni)
Lo encontré en una esquina de la calle Florida
Más pálido que nunca, distraído como antes,
Dos largos años hubo poseído mi vida...
Lo miré sin sorpresa, jugando con mis guantes.
Y una pregunta mía, estúpida, ligera,
De un reproche tranquilo llenó sus transparentes
Ojos, ya que le dije de liviana manera:
- Por qué tienes ahora amarillos los dientes?
Me abandonó. De prisa le vi cruzar la calle
Y con su manga oscura rozar el blanco talle
De alguna vagabunda que andaba por la vía.
Perseguí por un rato su sombrero que huía...
Después fue, ya lejana, una mancha de herrumbre.
Y lo engulló de nuevo la espesa muchedumbre.
[Ocre - 1925]
Más pálido que nunca, distraído como antes,
Dos largos años hubo poseído mi vida...
Lo miré sin sorpresa, jugando con mis guantes.
Y una pregunta mía, estúpida, ligera,
De un reproche tranquilo llenó sus transparentes
Ojos, ya que le dije de liviana manera:
- Por qué tienes ahora amarillos los dientes?
Me abandonó. De prisa le vi cruzar la calle
Y con su manga oscura rozar el blanco talle
De alguna vagabunda que andaba por la vía.
Perseguí por un rato su sombrero que huía...
Después fue, ya lejana, una mancha de herrumbre.
Y lo engulló de nuevo la espesa muchedumbre.
[Ocre - 1925]
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quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Despecho (Juana de Ibarbourou)
Ah, que estoy cansada! Me he reído tanto,
Tanto, que a mis ojos ha asomado el llanto;
Tanto, que este rictus que contrae mi boca
Es un rastro extraño de mi risa loca.
Tanto, que esta intensa palidez que tengo
(Como en los retratos de viejo abolengo),
Es por la fatiga de la loca risa
Que en todos mis nervios su sopor desliza.
Ah, que estoy cansada! Déjame que duerma,
Pues, como la angustia, la alegría enferma.
Qué rara ocurrencia decir que estoy triste!
Cuándo más alegre que ahora me viste?
Mentira! No tengo ni dudas, ni celos.
Ni inquietud, ni angustias, ni penas, ni anhelos.
Si brilla en mis ojos la humedad del llanto,
Es por el esfuerzo de reírme tanto...
Tanto, que a mis ojos ha asomado el llanto;
Tanto, que este rictus que contrae mi boca
Es un rastro extraño de mi risa loca.
Tanto, que esta intensa palidez que tengo
(Como en los retratos de viejo abolengo),
Es por la fatiga de la loca risa
Que en todos mis nervios su sopor desliza.
Ah, que estoy cansada! Déjame que duerma,
Pues, como la angustia, la alegría enferma.
Qué rara ocurrencia decir que estoy triste!
Cuándo más alegre que ahora me viste?
Mentira! No tengo ni dudas, ni celos.
Ni inquietud, ni angustias, ni penas, ni anhelos.
Si brilla en mis ojos la humedad del llanto,
Es por el esfuerzo de reírme tanto...
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quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Uma lagartixa está na cortina lisa e transparente do boxe do chuveiro.
É pequenininha.
Á água quente, fervendo, minha pele seca resistindo, o cérebro sem ensaboar.
Olho para seus olhos arregalados.
Sinto dó dela,
também de mim.
Agarradas
a qualquer coisa de instável, de precário, de inaceitável, prestes a deslizar.
A umidade quente do banheiro se acentua,
a superfície vai ficando mais escorregadia, com dezenas de gotículas de água.
Por quanto tempo será possível se segurar?
Ela não tem culpa,
Yo, tampoco.
O acaso nos trouxe aqui.
Desligo o chuveiro com pressa, antes que tudo se complique ainda mais.
É pequenininha.
Á água quente, fervendo, minha pele seca resistindo, o cérebro sem ensaboar.
Olho para seus olhos arregalados.
Sinto dó dela,
também de mim.
Agarradas
a qualquer coisa de instável, de precário, de inaceitável, prestes a deslizar.
A umidade quente do banheiro se acentua,
a superfície vai ficando mais escorregadia, com dezenas de gotículas de água.
Por quanto tempo será possível se segurar?
Ela não tem culpa,
Yo, tampoco.
O acaso nos trouxe aqui.
Desligo o chuveiro com pressa, antes que tudo se complique ainda mais.
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
terça-feira, 28 de julho de 2015
Cantiguinha
Meus olhos eram mesmo água,
- te juro -
mexendo um brilho vidrado,
verde-claro, verde-escuro.
Fiz barquinhos de brinquedo,
- te juro -
fui botando todos eles
naquele rio tão puro.
............................................
Veio vindo a ventania,
- te juro -
as águas mudam seu brilho
quando o tempo anda inseguro.
Quando as águas escurecem,
- te juro -
todos os barcos se perdem,
entre o passado e o futuro.
São dois rios os meus olhos,
- te juro -
noite e dia correm, correm,
mas não acho o que procuro.
Cecília Meireles - Viagem
- te juro -
mexendo um brilho vidrado,
verde-claro, verde-escuro.
Fiz barquinhos de brinquedo,
- te juro -
fui botando todos eles
naquele rio tão puro.
............................................
Veio vindo a ventania,
- te juro -
as águas mudam seu brilho
quando o tempo anda inseguro.
Quando as águas escurecem,
- te juro -
todos os barcos se perdem,
entre o passado e o futuro.
São dois rios os meus olhos,
- te juro -
noite e dia correm, correm,
mas não acho o que procuro.
Cecília Meireles - Viagem
domingo, 26 de julho de 2015
Tudo depende do que você quer saber
Do ar tomado antes de tomar certas decisões,
e das frustrações, depois
(elas sempre virão)
Do besta, da vida,
no mesmo tempo, no mesmo agora, no mesmo nada que eu, indivídua, vivo e respiro e tento achar
utopias
- muito bonito seu papo sobre utopias, gato, mas será útil para agora? -
será o caos
será a sobrevivência
nascer, copular, morrer
é assim que o inteligente, citando outro mais que ele, recita, em vão.
Quero as migalhas da vida.
Quero tudo aquilo que poucos
E meu momento vai chegando, uma vida investindo em olhar para o nada.
o desperdício.
- acontece também com vidas inteligente, a classe média também se desperdiça, baby.
Vamos.
Vamos pelos menos correr, respirar, cansar, brigar, lutar, sobreviver, comer, cagar, xingar, odiar, fofocar, pelo menos.
Será que meu limite chegou? sinto que está perto, mas é difícil saber sua hora, e quanta dor trará consigo - o horror, ou não, a libertação.
Destino - preso, livre, preso, livre, preso, livre, preso, livre
não se trata disso, meu bem.
é preciso estudar psicanálise, meu bem.
E encarar as bordas, seja forte, como sempre.
e das frustrações, depois
(elas sempre virão)
Do besta, da vida,
no mesmo tempo, no mesmo agora, no mesmo nada que eu, indivídua, vivo e respiro e tento achar
utopias
- muito bonito seu papo sobre utopias, gato, mas será útil para agora? -
será o caos
será a sobrevivência
nascer, copular, morrer
é assim que o inteligente, citando outro mais que ele, recita, em vão.
Quero as migalhas da vida.
Quero tudo aquilo que poucos
E meu momento vai chegando, uma vida investindo em olhar para o nada.
o desperdício.
- acontece também com vidas inteligente, a classe média também se desperdiça, baby.
Vamos.
Vamos pelos menos correr, respirar, cansar, brigar, lutar, sobreviver, comer, cagar, xingar, odiar, fofocar, pelo menos.
Será que meu limite chegou? sinto que está perto, mas é difícil saber sua hora, e quanta dor trará consigo - o horror, ou não, a libertação.
Destino - preso, livre, preso, livre, preso, livre, preso, livre
não se trata disso, meu bem.
é preciso estudar psicanálise, meu bem.
E encarar as bordas, seja forte, como sempre.
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