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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Sobre amor e educação

"Não há diálogo, porém, se não há um profundo amor ao mundo e aos homens. Não é possível a pronúncia do mundo, que é um ato de criação e recriação, se não há amor que a infunda".

"Porque é um ato de coragem, nunca de medo, o amor é o compromisso com os homens. [...]. Como ato de valentia, não pode ser piegas" (p.110)

Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido (1967).

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Como amar uma mãe (aprenda com Barthes)

28.

"Sozinho no apartamento em que ela há pouco tinha morrido, eu ia assim olhando sob a lâmpada, uma a uma, essas fotos de minha mãe, pouco a pouco remontando com ela o tempo, procurando a verdade da face que eu tinha amado. E a descobri."

29.

[...]

"Durante sua doença, eu cuidava dela, estendia-lhe a tigela de chá de que ela gostava, porque nela podia beber de maneira mais cômoda do que em uma xícara, ela se tornara minha pequena filha, confundindo-se, para mim, com a criança essencial que ela era em sua primeira foto. Em Brecht, por uma inversão que outrora eu admirava muito, é o filho que educa (politicamente) a mãe; contudo, jamais eduquei minha mãe; jamais a converti ao que quer que fosse; em certo sentido, jamais lhe "falei", jamais "discorri" diante dela, para ela; pensávamos, sem nos dizer, que a insignificância ligeira da linguagem, a suspensão das imagens, devia ser o espaço mesmo do amor, sua música."

Roland Barthes - A câmara clara [1980]

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Amor de mãe,
eu mãe,
amo meu menino
mais
que muito.
Amo e mimo.
Amor de eu mãe.