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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Projeto Minha Literatura Brasileira


1852 – Memórias de um Sargento de Milícias – Manuel Antonio de Almeida
1859 - Úrsula - Maria Firmina dos Reis
1874 – A mão e a Luva – Machado de Assis
1875 – Senhora – José de Alencar
1881 – Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
[1888 – Abolição / 1889 – Proclamação da República]
1888 – O Ateneu – Raul Pompeia
1890 – O Cortiço – Aluísio Azevedo
1891 - Quincas Borba - Machado de Assis
1899 – Dom Casmurro – Machado de Assis

1901- A Falência - Júlia Lopes de Almeida
1909 – Recordações do Escrivão Isaias Caminha – Lima Barreto

1911 – Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto

1924 – Memórias Sentimentais de João Miramar – Oswald de Andrade
1928 – Macunaíma – Mario de Andrade

1930 – Libertinagem – Manuel Bandeira
1930 – O quinze – Rachel de Queiroz
1934 – São Bernardo – Graciliano Ramos
1937 – Capitães de Areia – Jorge Amado
1938 – Vidas Secas – Graciliano Ramos
1939 – Viagem – Cecília Meireles
1939 – As Três Marias – Rachel de Queiroz

1943 – Perto do Coração Selvagem – Clarice Lispector
1943 – Fogo Morto - José Lins do Rego
1943 – Vestido de noiva – Nelson Rodrigues
1945 – A Rosa do Povo – Carlos Drummond de Andrade
1947 – Contos Novos – Mario de Andrade

1951- Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade
1956 – Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa
1958 – Gabriela, Cravo e Canela – Jorge Amado
1959 – Crônica da Casa Assassinada – Lucio Cardoso

1960 – Laços de Família – Clarice Lispector
1962 – Primeiras Estórias – Guimarães Rosa
1964 – A Paixão Segundo GH – Clarice Lispector

1969 – Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres – Clarice Lispector

1973 – As Meninas – Ligia Fagundes Telles
1975 – Lavoura Arcaica – Raduan Nassar
1977 – A Hora da Estrela – Clarice Lispector
1977 – Tieta do Agreste – Jorge Amado
1979 – O cobrador – Rubem Fonseca
1979-  Anarquistas Graças a Deus – Zélia Gattai

1982 – A Obscena Senhora D - Hilda Hilst
1984 – Senhora Dona do Baile – Zélia Gattai
1989 - Boca do Inferno  - Ana Miranda

1992 – Memorial de Maria Moura –Rachel de Queiroz

2001 – Eles eram muito cavalos – Luiz Rufatto

2005 – Cinzas do Norte – Milton Hatoum 

2014 - Quarenta Dias - Maria Valéria Rezende

domingo, 27 de dezembro de 2015

Aula - mulheres na literatura brasileira

Maria Firmina dos Reis (MA, 1822-1917)
- Úrsula (1859)

Júlia Lopes de Almeida (RJ, 1862-1934)
- A Falência (1901)


Cora Coralina (GO, 1889-1985)

Cecília Meireles (RJ, 1901-1964)
- Viagem (1939)

Rachel de Queiroz (CE, 1910-2003)
- O quinze (1930)
- As três marias (1939)
- Primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras em 1977
- Memorial de Maria Moura (1992)

Zélia Gattai (SP, 1916-2008)

Clarice Lispector (Ucrânia, 1920-1977)
- Perto do coração selvagem (1943)
- A Hora da Estrela (1977)

Lygia Fagundes Telles (SP, 1923)
- As Meninas (1973, Jabuti em 1974)

Hilda Hist (SP, 1930-2004)
- A obscena senhora D (1986)

Adélia Prado (MG, 1935-)
- Bagagem (1976)
- O coração disparado (1978) - vencedor do Jabuti

Ana Miranda (CE, 1951)
- Boca do Inferno (1989)

Conceição Evaristo (MG, 1946)

Ana Cristina César (RJ, 1952-1983)

Maria Valéria Rezende (SP, 1942)
- Quarenta Dias (2014)



quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Epigrama n° 2 - Cecília Meireles

És precária e veloz, Felicidade.
Custas a vir, e, quando vens, não te demoras.
Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo,
e, para te medir, se inventaram as horas.

Felicidade, és coisa estranha e dolorosa.
Fizeste para sempre a vida ficar triste:
porque um dia se vê que as horas todas passam,
e um tempo, despovoado e profundo, persiste.

Cecília Meireles - Viagem - 1938


terça-feira, 28 de julho de 2015

Cantiguinha

Meus olhos eram mesmo água,
- te juro -
mexendo um brilho vidrado,
verde-claro, verde-escuro.

Fiz barquinhos de brinquedo,
- te juro -
fui botando todos eles
naquele rio tão puro.

............................................

Veio vindo a ventania,
- te juro -
as águas mudam seu brilho
quando o tempo anda inseguro.

Quando as águas escurecem,
- te juro -
todos os barcos se perdem,
entre o passado e o futuro.

São dois rios os meus olhos,
- te juro -
noite e dia correm, correm,
mas não acho o que procuro.

Cecília Meireles - Viagem


domingo, 12 de julho de 2015

Assovio

Ninguém abra a sua porta
para ver que aconteceu:
saímos de braço dado,
a noite escura mais eu.

Ela não sabe o meu rumo,
eu não lhe pergunto o seu:
não posso perder mais nada,
se o que houve já se perdeu.

Vou pelo braço da noite,
levando tudo o que é meu:
- a dor que os homens me deram,
e a canção que Deus me deu.



Cecília Meireles
Viagem
1938