Angústia, Graciliano Ramos, 1936
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sábado, 22 de fevereiro de 2020
Angústia, 1936
"Certos lugares que me davam prazer tornaram-se odiosos. Passo diante de uma livraria, olho com desgosto as vitrinas, tenho a impressão de que se acham ali pessoas exibindo títulos e preços nos rostos, vendendo-se."
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quinta-feira, 14 de novembro de 2019
Sobre amor e educação
"Não há diálogo, porém, se não há um profundo amor ao mundo e aos homens. Não é possível a pronúncia do mundo, que é um ato de criação e recriação, se não há amor que a infunda".
"Porque é um ato de coragem, nunca de medo, o amor é o compromisso com os homens. [...]. Como ato de valentia, não pode ser piegas" (p.110)
Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido (1967).
"Porque é um ato de coragem, nunca de medo, o amor é o compromisso com os homens. [...]. Como ato de valentia, não pode ser piegas" (p.110)
Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido (1967).
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
o avesso das cidades
Continuei por semanas minha romaria pelo avesso da cidade, explorando livremente todas as brechas, quase invisíveis para quem vive na superfície, pra cá e pra lá, às vezes à tona e de novo pro fundo, rodoviária, vilas, sebos e briques, alojamentos, pronto-socorro, portas de igrejas, de terreiros de candomblé, procurando meus iguais, por baixo dos viadutos, das pontos do arroio Dilúvio, nas madrugadas, sobrevivente, sesteando nas praças e jardins, debaixo dos arcos e marquises, sob as cobertas das paradas de ônibus desertas, vendo o mundo de baixo para cima, dos passantes apenas os pés.
Quarante Dias
Maria Valéria Rezende, 2014
Quarante Dias
Maria Valéria Rezende, 2014
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Maria Valéria Rezende
domingo, 14 de julho de 2019
um problema com o ser-se velho é o de julgarem que ainda devemos aprender coisas quando, na verdade, estamos a desaprendê-las, e faz todo o sentido que assim seja para que nos afundemos inconscientemente na eminência do desaparecimento.
valter hugo mãe, a máquina de fazer espanhóis, [2010], 2011, p. 33
valter hugo mãe, a máquina de fazer espanhóis, [2010], 2011, p. 33
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sexta-feira, 12 de julho de 2019
Literatura portuguesa
Gil Vicente (1465-1536)
- Auto da Barca do Inferno -1517
Luiz Vaz de Camões (-1580)
- Os Lusíadas -1572
Padre Antonio Vieira (1608-1697)
- Sermões - 1679
Eça de Queiroz (1845-1900)
- Os Maias -1888
Fernando Pessoa (1888-1935)
- Mensagem -1934
Mario de Sá-Carneiro (1890-1916)
Almada Negreiros (1893-1970)
Florbela Espanca (1894-1930)
- Livro de Mágoas -1919
Miguel Torga (1907-1995)
- A Criação do Mundo - 1937
- Prêmio Camões em 1989
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)
- Prêmio Camões em 1999
José Saramago (1922-2010)
- O ano da morte de Ricardo Reis -1984
- A Jangada de Pedra -1986
- O evangelho segundo Jesus Cristo -1991
- Ensaio sobre a cegueira -1995
- Prêmio Nobel em 1998
Agustina Bessa-Luís (1922-2019)
- A Sibila, 1954
Antonio Lobo Antunes (1942-)
- Os cus de Judas - 1979
Valter Hugo Mãe (1971)
- A máquina de fazer espanhóis
- Auto da Barca do Inferno -1517
Luiz Vaz de Camões (-1580)
- Os Lusíadas -1572
Padre Antonio Vieira (1608-1697)
- Sermões - 1679
Eça de Queiroz (1845-1900)
- Os Maias -1888
Fernando Pessoa (1888-1935)
- Mensagem -1934
Mario de Sá-Carneiro (1890-1916)
Almada Negreiros (1893-1970)
Florbela Espanca (1894-1930)
- Livro de Mágoas -1919
Miguel Torga (1907-1995)
- A Criação do Mundo - 1937
- Prêmio Camões em 1989
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)
- Prêmio Camões em 1999
José Saramago (1922-2010)
- O ano da morte de Ricardo Reis -1984
- A Jangada de Pedra -1986
- O evangelho segundo Jesus Cristo -1991
- Ensaio sobre a cegueira -1995
- Prêmio Nobel em 1998
Agustina Bessa-Luís (1922-2019)
- A Sibila, 1954
Antonio Lobo Antunes (1942-)
- Os cus de Judas - 1979
Valter Hugo Mãe (1971)
- A máquina de fazer espanhóis
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domingo, 16 de junho de 2019
A morte, afinal, é uma corda que nos amarra as veias. O nó está lá desde que nascemos. O tempo vai esticando as pontas da corda, nos estancando pouco a pouco.
Terra Sonâmbula, Mia Couto, 1992
Terra Sonâmbula, Mia Couto, 1992
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domingo, 26 de maio de 2019
Mãos dadas
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
[...]
O tempo é minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do Mundo, 1940
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
[...]
O tempo é minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do Mundo, 1940
segunda-feira, 29 de abril de 2019
A gazela e o leão
Todas as manhãs a gazela acorda sabendo que tem que correr mais veloz que o leão ou será morta. Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deve correr mais rápido que a gazela ou morrerá de fome. Não importa se és um leão ou uma gazela: quando o Sol desponta o melhor é começares a correr.
Provérbio Africano
In: A confissão da Leoa
Mia Couto, 2012
Provérbio Africano
In: A confissão da Leoa
Mia Couto, 2012
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