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domingo, 17 de outubro de 2010

conversa (in)dispensável

estou triste. tristeza indefinida e difusa. estou cansada, de ressaca e confusa.
ainda sai com a minha mãe. logo que chegamos ao bar eu tinha vontade de dizer, "mãe, há uma parte em mim que sente raiva de você". depois a conversa fluiu, mas me deixou preocupada. ela disse que há em mim uma ser muito livre que está adormecido, enquanto estou casada e levando uma vida relativamente estável. disse que, a qualquer momento, isso pode vir a tona. a verdadeira mulher dentro de mim ainda está por surgir.

eu mesma penso nisso às vezes, mas ouvir isso da mãe é um pouco contrariante. de um lado, porque acho que ela me (se) boicota - ela quer ver a instabilidade nas nossas relações. por outro lado, me irrita saber que talvez ela  tenha alguma razão - e eu sempre tendo a achar que ela não compreende nada de coisa alguma.

na dúvida, fico na dúvida e vou levando. do jeito que está, está bom. há muito o que piorar. e eu não quero sofrer à toa e nem quero fazer os outros sofrerem. acho que é esse o desabafo...

sábado, 16 de outubro de 2010

RESSACA

Ressaca de cachaça
Ressaca moral
Intoxicação alcoólica
Intoxicação sentimental


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Alívios instantaneos

1. Falar no telefone quando estou com vontade;
2. Fumar e/ou beber, quando sinto necessidade;
3. Ouvir uma boa música quando estou melancólica;
4. Ler um bom livro quando estou inteligente;
5. Transar quando sinto desejo;
6. Brincar com um filhote de cachorro ou de gato a qualquer hora;
7. Ver o mar e pisar na areia da praia quando estou muito urbana;
8. Sentir o vento quando estou pensativa;
9. Concentrar o olhar em qualquer cena banal do cotidiano quando estou blasé;
10. Ler Clarice Lispector ou Fernando Pessoa quando não estou ansiosa;
11. Jogar na internet quando estou entediada;
12. Tomar algumas gotas de Rivotril quando estou em crise de pânico;
13. Saber que a vida é mesmo besta quando me confronto com minhas expectativas excessivas
14. Dormir.

Auto auto-ajuda

1. Saber que sou amada pela minha avó e pelo meu marido;
2. Ter uma cachorra feliz e bem cuidada;
3. Morar em uma casa e ter alguma renda;
4. Saber que sou atraente e inteligente;
5. Estar VIVA;
6. Não ser excessivamente ambiciosa;
7. Amar os que eu realmente amo;
8. Ter esperança e sonhos não materiais;
9. Gostar de ler;
10. Ser curiosa e saber pensar.
11. ...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pontadas de angústia

1. Deixar de viver pequenas paixões;
2. Ver o cachorro da vizinha sempre na corrente;
3. Perder o sono por preocupações banais;
4. O medo de ser mãe;
5. O medo de não poder ser mãe;
6. Obstinação pelo trabalho;
7. Não conseguir realizar pequenas tarefas;
8. Sentir dor nas costas;
9. O buraco no peito causado por ansiedade difusa;
10. Não ter vontade de falar com alguém que por boa educação eu deveria falar;
11. Fumar;
12. ...

Eu (não) sou brega

Coração bandido.
Mas sou mais forte do que isso.
Sou mais forte do que essa desilusão. 
E um tanto obstinada. 
Quero mais, do que pequenos arroubos de paixão. 


domingo, 5 de setembro de 2010

Hastío (Juana de Ibarbourou)

Magdalena: yo a veces envidio lo que fuiste.
Me aburre esta existencia tan monótona y triste.
Hoy daría mi alma por los mil esplendores
Y el vértigo de abismo de tus cien mil amores.

Y después, el sayal gris de los penitentes.
Qué importa? Hoy es mi alma un nido de serpientes.
Me vengo del hastío ensoñando el pecado,
Y siento entre mis labios la miel de lo vedado.

El inmenso bostezo de mi paz cambiaría
Por el barro dorado de tus noches de orgía,
Para luego ofrendarlo en un gran vaso lleno

De unguento de nardos, al rubio Nazareno.
Hoy daría mi alma por los mil esplendores
Y el vértigo de abismo de tus cien mil amores!


Sábado à noite

É, quase amiga, você tem razão, é saudade do tempo perdido.

domingo, 25 de julho de 2010

Mulheres No Front

Título original: La Soldatesse
Diretor: Valerio Zurlini

O amor e a violência, brutos que são, entrelaçados com sensibilidade.
Melhor filme do mês.

http://dvdworld.com.br/dvdworld.hts?+VS18150+acha

Resistiré

Cuando pierda todas las partidas
Cuando duerma con la soledad
Cuando se me cierren las salidas
Y la noche no me deje en paz
Cuando sienta miedo del silencio
Cuando cueste mantenerse en pie
Cuando se revelen los recuerdos
Y me pongan contra la pared
Resistiré erguido frente a todo
Me volveré de hierro para endurecer la piel
Y aunque los vientos de la vida soplen fuerte
Soy como el junco que se dobla pero siempre
Sigue en pie
Resistiré
para seguir viviendo
Soportare los golpes
Y jamás me rendiré
Y aunque los sueños
se me rompan en pedazos
Resistiré
Cuando el mundo pierda toda magia
Cuando mi enemigo sea yo
Cuando me apuñale la nostalgia
Y no conozca ni mi voz
Cuando me amenace la locura
Cuando mi moneda salga cruz
Cuando el diablo pase la factura
O sí alguna vez me faltas tú
Resistiré erguido frente a todo
Me volveré de hierro para endurecer la piel
Y aunque los vientos de la vida soplen fuerte
Soy como el junco que se dobla pero siempre
Sigue en pie

Resistiré
para seguir viviendo
Soportare los golpes
Y jamás me rendiré
Y aunque los sueños
se me rompan en pedazos
Resistiré
(Letra de La Calva y Toro)